sexta-feira, 14 de março de 2014

Capítulo 1



  Vamos começar com as apresentações. Meu nome é Michele Houdston e tenho 24 anos, atualmente moro no Brasil, na verdade morava, já que estou indo para Los Angeles trabalhar com as minhas melhores amigas, vou agregar ao negócio delas no ramo da moda, mais nem sempre morei aqui no Brasil, passei uma boa parte da minha vida morando em Honolulu - Hawaii com meu pai, residi ali até os meus 17 anos, mas o destino  deu uma volta tão grande na minha que deixei o Hawaii e vim morar no Brasil com minha mãe que se chama Janaína, a pessoa que eu tenho mais magoa nesse mundo, por causa dela deixei meu pai, minhas amigas, uma família amiga que sempre me acolhia quando meu pai viajava a negócios e o que mais me tortura, deixe meu grande amor, um namorado perfeito e o pior de tudo eu o magoei profundamente, mais foi necessário. Nostalgia. Essa é a melhor palavra que define a minha vida desde que sai do Hawaii.

  Flashback

  Minha mãe me teve muito cedo, ela tinha apenas 18 anos. Era brasileira e conheceu meu pai em uma viagem em suas férias no Hawaii. Eles se apaixonaram logo que se conheceram, pelo menos é o que meu pai descreve, não muito tempo depois ela se mudou para o Hawaii para morar com meu ele. Eu vim prematuramente e  inesperadamente. Ela me teve aos 18 anos e abandonou à mim e ao meu pai quando eu tinha apenas 4 anos, ela voltou para o Brasil por um cara, na verdade por um ex dela.

  Meu pai viajava muito a trabalho, e não era sempre que podia me levar, então quase sempre ficava na casa dos meu vizinhos, a família Hernadez! Era uma familia muito grande e unida, eu adorava ir la brincar com Pres e Peter, que eram mais próximos a minha idade, mas sempre os mais velhos entravam na brincadeira.
A mãe deles me tratava como filha eu a chamava de tia Bernie, todos eram muito carinhosos comigo em especial Peter, no alto dos meus sete/ oito anos ele sempre me dava flores, sempre quando íamos brincar ele era meu marido e Pres nossa filha, era muito divertido! Mas o tempo foi passando essa amizade se transformou em um namoro quando eu tinha 14 anos, ele era mais velho que eu, apenas dois anos, com ele era tudo diferente. Nem meu pai e nem sua família se opos ao nosso namoro, o que era um alívio. Ele foi primeiro em tudo na minha vida, o meu primeiro beijo, o primeiro cara que eu namorei, o primeiro cara que eu fiz amor, um garoto especial, tinha influências artísticas, sua voz era de uma doçura incomparável, ele escrevia musicas lindas que quando cantadas por ele fazia meus olhos marejarem, ele era um romântico incorrigível. Ele sempre me dizia que quando nós acabássemos a escola íamos nos casar e nos mudar para a Califórnia onde ele começaria sua carreira e faria muito sucesso, eu acreditava nele, ele era muito talentoso com toda certeza ele iria ser um grande cantor. Ele me fazia sentir especial quando dizia que me amava, quando fazia questão de demonstrar isso, ele não era qualquer garoto. Ele tinha um apelido que era Bruno, esse apelido ele levava desde muito pequeno, que fora colocado pelo tio Pete, seu pai, umas garotas agregaram o Mars, por ele ser diferente daquele jeito, e eu não podia negar ele era totalmente diferente, ele era o homem que eu amava e que eu queria passar a minha vida toda junto, aqui no Hawai ou em Los Angeles como ele dizia, onde ele fosse eu o seguiria!

  Quando eu completei dezessete anos estava muito feliz ao seu lado, como sempre foi ao longo desses três anos, mas tudo mudou inesperadamente. As vezes a gente transava sem camisinha devido a urgência do momento, éramos… insaciáveis, essa é a palavra, mais nunca aconteceu nada, nenhuma suspeita de gravidez ou algo parecido,mais uma vez foi diferente, eu acabei engravidando, quando eu soube da notícia fiquei louca, desesperada, resolvi falar com minhas cunhadas e com a tia Bernie, que eram minhas eternas confidentes. Tia Bernie fazia expressões estranhas enquanto as contava, eu comecei a ficar com medo mais no final de tudo ela sorriu e me abraçou dizendo que estava muito feliz com a noticia mais que eu precisava falar com Bruno, mas como estava perto das ferias escolares e eu iria viajar para o Brasil em três dias, resolvi contar pra ele quando eu voltasse. Pedi para as  meninas e a tia Bernie que mantivessem segredo e elas concordaram, apesar do medo da reação dele eu estava feliz e lá no fundo eu sabia que ele ficaria muito feliz também. Chegando o dia da viagem todos foram me levar no aeroporto, meu pai, minhas cunhadas, tia Bernie e Bruno, depois de despedidas chorosas, principalmente minha e de Bruno eu embarquei para o meu grande pesadelo. Chegando no Brasil fui recepcionada pela minha mãe e seu marido repugnante. Fomos para sua casa, era enorme e linda, mas eu queria estar mesmo é no Hawaii. Eu estava passando muito mal nessa temporada no Brasil, não era pra menos, né? Eu estava grávida. Minha mãe foi desconfiando que havia algo de errado, e sempre me perguntava o que estava acontecendo e eu inventava uma desculpa, mais n]ao estava colando mais. Eu falava com Peter diariamente, na verdade nos lamentávamos bastante pela saudade, meu pai me ligava muito e minha sogra também pra saber como eu  e o bebê estávamos, Pres e Dona Bernie ficavam alternando nas ligações, até que minha mãe ouviu uma delas e descobriu da minha gravidez prematura. Ela gritou, xingou, quis me bater, disse que eu ia tirar esse filho, eu só chorava e negava a retirada do meu filho, ela não tinha o direito de fazer aquilo, um filho uma coisa tão abençoada e feito com tanto amor, aquilo era errado. Depois de muita discussão, gritos e insultos ela saiu de casa me deixando ali sozinha, chorando muito, acabei adormecendo na sala ali no sofá mesmo. Fui despertada mais tarde com ela me chamando carinhosamente me pedindo desculpas, eu estranhei, minha mãe não era disso, mais pensei que um neto ia amolecer aquele coração de pedra, ela disse que iria fazer um chá pra mim, que eu precisava me acalmar devido ao meu estado, eu disse que não precisava pois já estava calma, mas ela insistiu. Eu fiquei sentada no sofá assistindo tv, enquanto ela preparava meu chá, dentro de poucos minutos ela volta com um copo cheio e diz pra que eu tomasse todo o chá, assim o fiz e disse que iria voltar a dormir em meu quarto. Peguei no sono rapidamente, acordei no meio da noite com uma dor muito forte na barriga, comecei a gritar minha mãe, pra minha surpresa ela já estava la no quarto, pedi que ela acendesse a luz e me ajudasse, ela acendeu a luz e sentou na beirada da cama me puxando pra junto dela , e disse sussurrando em meu ouvido “Vai passar, eu fiz isso pro seu bem” . Quando me dei conta eu estava sangrando e a dor ia aumentando, eu chorava desesperadamente pedindo que ela me ajudasse, mais foi em vão, ela havia planejado aquilo tudo, eu não conseguia acreditar, eu estava sem forças já, então acabei desmaiando. Acordei no hospital, olhei pro lado e la estava ela na poltrona ao lado dormindo, no mesmo instante meu olhos marejaram e o ódio tomou conta de mim, eu comecei a gritar, ela se assustou e as enfermeiras vieram correndo, eu perguntava desesperadamente se meu filho estava bem, mais elas não respondiam, só me diziam que eu tinha que ficar calma. Elas me deram um sedativo, dizendo que era um remédio para me acalmar, só me lembro disso enquanto meus olhos pesavam e eu ia dormindo.

  Quando acordei novamente havia um médico lá, eu prontamente o chamei perguntando sobre meu filho, ele me disse o que eu mais temia, me disse que eu havia tido um aborto, uma tristeza enorme tomou conta do meu coração eu não sabia fazer outra coisas a não ser chorar. Minha mãe entrou no quarto e eu comecei a gritar a acusando de ter me feito abortar ela negava tudo, é claro, dizendo que eu estava confusa e não sabia o que estava falando, mas depois que estávamos sozinhas no quarto ela veio com o mesmo papo que era pro meu bem, que Peter era pobre, que não teria de onde tirar meu sustendo e do nosso filho, ela dizia que só me ajudou, ela era louca, eu queria ir embora daquele hospital eu queria embora do Brasil. Mas como eu enfrentaria Peter depois de ter abortado o filho que era dele? Como enfrentaria minhas cunhadas e tia Bernie? Eu não poderia, estava fragilizada demais, então resolvi ficar no Brasil por mais um tempo, na casa da minha vó, é claro, ela ficou sabendo do que havia acontecido e me abrigou em sua casa. Eu havia ligado pra tia Bernie, e depois de muitos rodeios  disse o que tinha acontecido ao meio do meu choro, ela ficou sem palavras por um momento, depois começou a dizer que ela e meu pai iriam me buscar, mais eu recusei, e pedi que Peter não soubesse dessa historia, ela exitou muito, mas concordou. Já fazia dois meses que eu estava aqui no Brasil, Peter me ligava, mas eu não o atendia, só de ver que era ele que me ligava eu já começava a chorar, mais eu falava sempre com Pres e a tia Bernie e elas me pediam que eu falasse com Bruno, dizia que ele estava muito triste pelo fato de não atender ele e não mandar noticias, eu dizia que não conseguia falar com ele e que eu e ele havia acabado e que na próxima vez que ele ligasse eu acabaria tudo.
E assim foi, ele me ligou como fazia sempre, mas dessa vez eu o atendi, ele me perguntou o que estava acontecendo, porque eu não atendia suas ligações, porque eu não havia voltado ainda! Sua voz estava chorosa, eu fiquei calada por um instante tomando folego para o que eu ia falar, então eu disse a ele que não dava mais, que havia acabado, que eu não voltaria mais e que eu encontrei outra pessoa aqui no Brasil, eu ouvi uma espécie de choro do outro lado da linha, e então ele desligou. Meu coração estava partido e o dele também, eu me repudiava por fazer aquilo com ele, mas era necessário, ele não poderia ficar com um tipo de pessoa como eu, ele era melhor e merecia coisa melhor. Foram se passando anos, fiquei sabendo que Peter foi pra Califórnia, eu falava diariamente com meu pai e com Pres, ela me dava notícias de Bruno, meu pai me pedia que eu voltasse, que ele precisava de mim, mas eu negava.  Fui no Hawaii algumas vezes, mas em todas as vezes Bruno não estava, já que não morava mais lá.

  Três anos depois que eu estava no Brasil meu pai faleceu, eu fiquei arrasada, fui para o Hawaii, fiquei por lá três meses e retornei ao Brasil. Mais anos se passaram eu não precisava mais que Pres me desse noticias do Bruno, já que ele havia ficado famoso, ele estava lindo, diferente e namorando, ele parecia feliz, eu evitava ver ele em revistas, rede social ou algo parecido, eu sentia um vazio enorme em meu peito, mas era bom saber que ele seguiu sua vida, eu segui a minha também, óbvio! Mas minha vida era uma amargura que não tinha jeito, eu tinha duas melhores amigas aqui que sempre me ajudavam a Taty e a Ju, elas seguraram muita bronca junto comigo, eu havia acabado minha faculdade e com um namoro de 1 ano, achava injusto estar com ele, pensando em outro e ele era arrogante e ciumento!

  Minha mãe? Nunca mais falei com ela, agora eu morava sozinha em um apartamento , meu pai havia me deixado uma herança gorda, eu falava frequentemente com Pres, Jaime, Tahiti e tia Bernie,  elas nunca tocavam no nome do Peter e eu preferia assim. As garotas me chamaram pra trabalhar com elas, eu recusei durante um ano mais ou menos, nesse tempo Peter havia terminado um relacionamento, aprontado e voltado a namorar supostamente, ele não parecia o garoto que eu conheci, mas isso não era mais da minha conta, eu tentava colocar isso na minha cabeça! Depois de algumas insistências das meninas resolvi ir para Los Angeles trabalhar lá, eu estava muito nervosa, já que era bem provável que eu encontraria Bruno por lá. Eu sempre me perguntava com seria vê-lo novamente.

  Flashback off


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2 comentários:

  1. Claro q amei,estava morrendo se saldades da sua fic!!!
    Estou mega feliz em saber que esta fic mara esta de voltaaaaa eeeeeee
    Te adoro Mi...

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